Como eram as transfusões de sangue antes da descoberta dos tipos sanguíneos?
Antes de 1901, as transfusões eram perigosas e imprevisíveis. Já se tentou transfundir até sangue de animais em humanos. Muitas transfusões causavam reações graves e mortes, porque ninguém conhecia a incompatibilidade entre os tipos sanguíneos.
A ideia de transferir sangue de uma pessoa (ou animal) para outra é antiga, mas por muito tempo foi arriscada e mal compreendida. A história ajuda a entender o valor da segurança que temos hoje.
As primeiras tentativas
Registros de tentativas de transfusão remontam a séculos atrás. No século 17, chegaram a tentar transfundir sangue de animais, como carneiros, em seres humanos. Os resultados eram frequentemente desastrosos, e a prática acabou proibida em vários lugares por causa das mortes.
Por que dava tão errado
Sem conhecer os tipos sanguíneos, os médicos não tinham como saber se o sangue do doador era compatível com o do receptor. Transfundir sangue incompatível faz o corpo reagir contra as células recebidas, causando reações graves. Algumas transfusões funcionavam por sorte, quando os tipos por acaso eram compatíveis, e outras matavam o paciente.
A virada com Landsteiner
A descoberta dos tipos sanguíneos ABO por Karl Landsteiner em 1901 explicou esse mistério. A partir daí, tornou-se possível escolher sangue compatível e transformar a transfusão em um procedimento seguro e previsível.
Avanços seguintes
Depois vieram outras descobertas importantes, como o fator Rh, os anticoagulantes que permitem armazenar sangue, as bolsas plásticas, o fracionamento em componentes e os exames de segurança. Cada avanço tornou a transfusão mais segura, até chegar ao sistema cuidadoso que existe hoje, muito distante das tentativas perigosas do passado.