Um recém-nascido pode receber transfusão do próprio sangue do cordão umbilical dele?
Sim, em alguns casos específicos, o sangue do cordão umbilical do próprio bebê pode ser coletado no parto e usado para transfusão autóloga logo após o nascimento, especialmente em prematuros.
Além de ser usado para bancos públicos ou privados de células-tronco, o sangue do cordão umbilical de um bebê também pode, em situações específicas, ser reaproveitado para o próprio recém-nascido.
Como funciona essa prática
- No momento do parto, uma parte do sangue do cordão umbilical (que normalmente seria descartado) pode ser coletada e processada rapidamente
- Esse sangue pode ser usado em transfusões para o próprio bebê nas primeiras horas ou dias de vida, especialmente em casos de necessidade de reposição de volume ou hemácias
Por que isso é especialmente relevante em prematuros
- Bebês prematuros nascem com reservas de ferro e volume sanguíneo menores, e frequentemente precisam de transfusões nas primeiras semanas de vida devido a exames de sangue frequentes na UTI neonatal e imaturidade da produção própria de hemácias
- Usar o próprio sangue do cordão umbilical, quando viável, elimina o risco de reação transfusional relacionada a doador externo, já que é geneticamente idêntico ao do bebê
Limitações dessa prática
- Nem todo parto permite a coleta em quantidade suficiente para uso transfusional efetivo
- A técnica exige protocolo específico da maternidade e processamento rápido, o que limita sua disponibilidade a serviços com essa capacidade estabelecida
Por que essa prática ainda depende da doação voluntária em geral
Mesmo quando disponível, a transfusão autóloga de cordão umbilical cobre apenas uma fração das necessidades transfusionais de um recém-nascido prematuro em cuidados intensivos — a maior parte das transfusões neonatais ainda depende do estoque geral de hemocomponentes mantido pelos hemocentros.