Quem tem trombofilia pode doar sangue?
Trombofilia geralmente contraindica a doação de sangue, especialmente se o doador usa anticoagulantes. Casos leves sem medicação podem ser avaliados individualmente, mas a tendência é de inaptidão.
Trombofilia é uma condição em que o sangue tem tendência aumentada a formar coágulos (trombos) — pode ser hereditária (fator V de Leiden, mutação protrombina G20210A, deficiência de proteína C ou S, deficiência de antitrombina III) ou adquirida (síndrome antifosfolípide).
Por que a trombofilia preocupa na doação de sangue
- A flebotomia (punção venosa para coleta) e a redução temporária do volume sanguíneo podem alterar o equilíbrio hemostático do doador com trombofilia
- Risco de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar após a doação em doadores com coagulabilidade aumentada
- O sangue de portadores de trombofilias hereditárias pode não ser adequado para alguns receptores
Uso de anticoagulantes
- Varfarina, dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e outros anticoagulantes orais: inaptidão permanente enquanto em uso — o sangue coletado teria atividade anticoagulante indesejável para receptores
- Heparina profilática: inaptidão temporária
Trombofilia sem anticoagulação
- Casos leves de trombofilia hereditária assintomáticos, sem histórico de trombose e sem uso de anticoagulantes: avaliação individual pelo médico da triagem
- Na prática, o histórico de trombose venosa (TVP, embolia pulmonar) geralmente gera inaptidão permanente, independentemente do estado atual
Síndrome antifosfolípide
- Doença autoimune com risco trombótico elevado — habitualmente em inaptidão permanente, especialmente com anticoagulação crônica
Recomendação
Informe o diagnóstico completo, histórico de eventos trombóticos e todos os medicamentos na triagem clínica.