Viagem ao exterior impede doação de sangue?
Depende do destino. Viagens a países com risco epidemiológico elevado para doenças como malária, dengue ou doença de Chagas podem criar impedimento temporário ou permanente.
Viagem internacional e doação de sangue
Viajar para o exterior pode criar impedimentos temporários ou permanentes para a doação de sangue, dependendo do país visitado, do tempo de permanência e das condições sanitárias da região.
Por que viagens criam impedimento?
O principal risco é a exposição a doenças endêmicas transmissíveis pelo sangue que não fazem parte da triagem laboratorial padrão no Brasil — como malária, doença de Chagas (em certas regiões), leishmaniose visceral e outras arboviroses.
Países com risco de malária
Viagem a área de transmissão ativa de malária (partes da África Subsaariana, Amazônia, Sul da Ásia, Papua Nova Guiné):
| Situação | Período de inaptidão |
|---|---|
| Viagem a área endêmica sem sintomas | **12 meses** após o retorno |
| Malária confirmada, tratada e curada | **3 anos** após o término do tratamento |
| Residência em área endêmica por mais de 5 anos | **3 anos** após saída da área |
Outros destinos de risco
- África Subsaariana (vários países): risco de malária, HIV em alta prevalência — avaliação criteriosa na triagem
- Países com surtos ativos (dengue, zika, febre amarela): aguardar período assintomático definido pelo hemocentro
- Países com doença de Chagas endêmica fora do Brasil: avaliado individualmente
Destinos sem impedimento
Viagens turísticas a países desenvolvidos (Europa Ocidental, América do Norte, Oceânia, Japão) em geral não criam impedimento para doação, desde que não haja exposição a fatores de risco específicos durante a viagem.
O que informar na triagem
Sempre informe todos os países visitados nos últimos 12 meses, mesmo que a viagem pareça sem risco. O profissional de triagem fará a avaliação com base no perfil epidemiológico atual de cada região.