Arterite de células gigantes impede a doação de sangue?
Durante a fase ativa da doença, com sintomas presentes ou tratamento recém iniciado, a doação fica impedida. Quem está em remissão estável, com dose baixa de corticoide e sem complicação, pode ser avaliado individualmente pelo médico triador.
A arterite de células gigantes é uma doença autoimune que inflama as paredes de artérias de médio e grande porte, principalmente as da região das têmporas e do couro cabeludo. Ela afeta majoritariamente pessoas acima de 50 anos e pode causar dor de cabeça intensa, dor no couro cabeludo e, em casos mais graves, perda de visão se não tratada a tempo.
Por que a fase ativa impede a doação
Na fase ativa, a inflamação das artérias representa um quadro de saúde instável, e o próprio esforço da coleta de sangue poderia agravar sintomas como tontura ou mal-estar. Hemocentros costumam considerar qualquer doença inflamatória ativa e não controlada como critério de inaptidão temporária.
Tratamento com corticoide
O tratamento padrão é corticoide em dose alta no início, reduzida aos poucos ao longo de meses ou anos conforme a doença entra em remissão. Uso de corticoide em dose baixa de manutenção, sem sintoma ativo e sem efeito colateral relevante, não impede a doação por si só, mas exige avaliação individual do médico triador.
O que considerar na triagem
Vale informar durante a entrevista de triagem o tempo de diagnóstico, a dose atual do medicamento e se houve alguma complicação, como perda de visão ou aneurisma de aorta, que costuma indicar inaptidão permanente pelo comprometimento vascular associado.
Remissão sustentada
Quem está em remissão sustentada, sem sintoma há tempo suficiente e com dose mínima ou suspensa de corticoide, pode ter a doação liberada conforme critério do médico do hemocentro, caso a caso.