Quem teve câncer de colo de útero pode doar sangue?
Depende do estágio e do tratamento. Lesões pré-cancerosas tratadas costumam ter avaliação mais favorável. Câncer invasivo tratado exige avaliação individual, considerando o tempo de remissão.
O câncer de colo de útero está fortemente associado à infecção persistente pelo HPV. A aptidão para doar sangue depende muito do estágio em que foi identificado — desde lesões pré-cancerosas (NIC, facilmente tratáveis) até casos invasivos que exigem tratamento mais extenso.
Lesões pré-cancerosas (NIC I, II, III)
Quando o diagnóstico é de uma lesão pré-cancerosa, tratada com procedimentos como CAF (cirurgia de alta frequência) ou conização, a situação costuma ser avaliada de forma mais favorável, mais próxima de um procedimento cirúrgico simples do que de um câncer propriamente dito:
| Situação | Prazo usual |
|---|---|
| CAF ou conização, sem complicações | Aguardar cicatrização, geralmente 30 dias |
| Biópsia de colo uterino | Prazo menor, conforme orientação do hemocentro |
Câncer invasivo
| Situação | Como é avaliado |
|---|---|
| Em tratamento ativo (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) | Inaptidão durante todo o tratamento |
| Tratamento completo, remissão confirmada | Avaliação individual, considerando tempo de remissão e tipo de tratamento |
| Histerectomia (remoção do útero) | Segue prazo de recuperação cirúrgica, além da avaliação oncológica |
HPV isolado, sem lesão
Ter tido infecção por HPV sem desenvolver lesão significativa, já resolvida pelo próprio organismo (o que ocorre na maioria dos casos), não tem relação direta com a aptidão para doar — é o achado oncológico, quando existe, que é avaliado.
Na triagem
Leve relatório médico com o diagnóstico, tratamento realizado e situação atual. A decisão sobre casos invasivos é sempre individual e feita por médico.