Quem teve câncer de pele não-melanoma (carcinoma) pode doar sangue?
Em muitos casos sim, após tratamento completo e período de acompanhamento. Carcinoma basocelular e espinocelular tratados têm avaliação diferente do melanoma.
Câncer de pele não-melanoma e doação de sangue
Os cânceres de pele não-melanoma incluem principalmente o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC). São os tipos mais comuns de câncer no Brasil e têm excelente prognóstico quando tratados.
Diferença em relação ao melanoma
O melanoma é tratado como neoplasia maligna grave e geralmente contraindica a doação permanentemente (ou por período prolongado). Os carcinomas basocelular e espinocelular têm comportamento menos agressivo.
Carcinoma basocelular (CBC)
- Crescimento local, raramente metastatiza
- Após remoção cirúrgica completa e sem recidiva: muitos hemocentros liberam a doação após 1–5 anos de acompanhamento sem recorrência
- Depende da política de cada serviço
Carcinoma espinocelular (CEC)
- Pode metastatizar em casos específicos
- Avaliação mais conservadora: período de acompanhamento geralmente maior
- Informe o estadiamento, tratamento realizado e data do último controle
O que informar na triagem
- Tipo de câncer de pele (CBC, CEC ou outro)
- Tratamento realizado (cirurgia, radioterapia, criocirurgia, Mohs)
- Data do término do tratamento
- Resultado do último controle dermatológico
- Se houve disseminação ou metástase
Nota importante
A RDC nº 34/2014 não distingue tipo a tipo de neoplasia — a decisão é do médico da triagem com base no histórico. Leve documentação médica atualizada.