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Doação de sangue

Quem teve câncer de fígado pode doar sangue?

Não durante o tratamento. Após transplante, cirurgia ou outros tratamentos, e remissão confirmada, a doação é avaliada individualmente — a função hepática restante também é considerada.

O câncer de fígado, mais comumente o carcinoma hepatocelular, costuma estar associado a doenças hepáticas prévias, como hepatite B, hepatite C ou cirrose. O tratamento varia conforme o estágio: pode envolver cirurgia (ressecção do tumor ou transplante hepático), ablação por radiofrequência ou quimioembolização.

Durante o tratamento

Enquanto em tratamento ativo ou no período de recuperação de qualquer um desses procedimentos, a doação fica suspensa.

Após tratamento completo

FatorRelevância
Causa de base (hepatite B ou C)Costuma ser critério de inaptidão à parte, independentemente do câncer estar em remissão
Tempo de remissão desde o tratamentoQuanto mais longo e estável, mais relevante para a avaliação
Função hepática atualPrecisa estar adequada — exames de função hepática são considerados
Transplante de fígadoSegue critério específico de transplante, geralmente inaptidão permanente para a doação

A causa de base costuma pesar mais que o câncer em si

Como grande parte dos casos de câncer de fígado está associada a hepatites virais crônicas, é comum que a causa de base seja o fator decisivo na avaliação — hepatite B ou C ativa já é, isoladamente, critério de inaptidão consolidado, independentemente do câncer.

Na triagem

Leve relatório médico com o tipo de tratamento realizado, a causa de base identificada e os exames de função hepática mais recentes. A decisão é sempre individual.

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