O que acontece com uma bolsa de sangue que não pode ser usada?
Bolsas reprovadas nos testes sorológicos, lipêmicas ou com validade vencida são descartadas como resíduo biológico Classe A, seguindo normas da Anvisa e da ABNT NBR 10.004.
Nem toda bolsa de sangue coletada chega ao paciente. Quando uma bolsa é reprovada, existe um processo regulamentado de descarte.
Motivos para reprovação de uma bolsa
- Resultado positivo em sorologia (HIV, hepatite B, C, sífilis, Chagas, HTLV)
- Lipemia (plasma turvo por excesso de gordura)
- Validade vencida (hemácias: 42 dias; plaquetas: 5 a 7 dias; plasma: até 1 ano)
- Bolsa danificada ou contaminada durante o processamento
- Volume insuficiente coletado
Como as bolsas reprovadas são descartadas
As bolsas inaptas são classificadas como resíduo de serviço de saúde Grupo A (resíduo biológico com risco potencial de infecção). O descarte segue:
1. Identificação e segregação: bolsa identificada como inapta e separada das demais 2. Inativação: em muitos hemocentros, o sangue é autoclavado ou tratado quimicamente antes do descarte para eliminar patógenos 3. Acondicionamento: em recipiente vermelho com símbolo de risco biológico 4. Coleta por empresa especializada: empresa licenciada pela Anvisa recolhe os resíduos 5. Incineração: método mais comum para resíduos biológicos Grupo A
Regulamentação
O descarte segue a RDC nº 222/2018 da Anvisa (resíduos de serviços de saúde) e as normas da ABNT NBR 10.004 para resíduos perigosos.
Impacto para o doador
Se sua bolsa for reprovada por sorologia, o hemocentro entra em contato com você de forma sigilosa para comunicar o resultado. Isso faz parte do serviço — a doação funciona também como um rastreamento de saúde gratuito para o doador.