Quem tem deficiência de fator VII pode doar sangue?
Geralmente não. A deficiência de fator VII é um distúrbio de coagulação hereditário que aumenta o risco de sangramento, tanto para o doador durante a punção quanto para a qualidade do plasma doado.
A deficiência de fator VII é um distúrbio raro da coagulação, geralmente hereditário, em que o organismo produz pouco ou nenhum fator VII, uma proteína essencial para a formação do coágulo. A gravidade varia bastante: alguns portadores têm sangramentos frequentes, enquanto outros são praticamente assintomáticos, descobertos por acaso em um exame de rotina.
Por que costuma impedir a doação
- Risco de sangramento na punção: mesmo uma coleta padrão de sangue pode representar um risco maior de sangramento prolongado no local
- Qualidade do plasma doado: o plasma de quem tem deficiência de fator de coagulação não tem a mesma qualidade hemostática esperada, o que pode comprometer o uso terapêutico do componente
- Reposição de fator, quando usada: pacientes com sangramentos frequentes podem usar concentrado de fator VII recombinante — o uso desse produto também é critério de inaptidão
Casos assintomáticos, forma leve
Em formas muito leves, descobertas incidentalmente, sem histórico de sangramento significativo, a avaliação pode ser individualizada pelo médico da triagem — mas a maioria dos hemocentros trata distúrbios hereditários da coagulação, mesmo leves, com cautela redobrada.
| Situação | Aptidão |
|---|---|
| Deficiência de fator VII com histórico de sangramento | Inaptidão permanente na maioria dos centros |
| Forma leve, assintomática, achado incidental | Avaliação individual |
| Uso de concentrado de fator recombinante | Inaptidão enquanto durar o uso |
Leve ao hemocentro o relatório do hematologista com o grau de deficiência e o histórico de sangramentos — a decisão final é do médico responsável pela triagem.