Quem tem transtorno do pânico pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. O transtorno do pânico não impede a doação por si só. O que importa é a estabilidade clínica no dia da coleta e o medicamento em uso, principalmente em relação a benzodiazepínicos.
O transtorno do pânico é caracterizado por crises súbitas e recorrentes de medo intenso, acompanhadas de sintomas físicos como palpitação, falta de ar, tontura e sensação de morte iminente. É uma condição psiquiátrica tratável, geralmente com terapia e medicação.
Por que geralmente não impede a doação
A RDC nº 34/2014 da Anvisa não lista o transtorno do pânico como critério de inaptidão. O que a triagem avalia é a estabilidade clínica no momento da doação, já que o ambiente de coleta — agulha, sangue, tempo deitado — pode desencadear ansiedade em algumas pessoas, independente do diagnóstico.
Tratamento
- Antidepressivos (ISRS) de uso contínuo: geralmente não impedem a doação — informe na triagem
- Benzodiazepínicos (clonazepam, alprazolam) para crises: o uso pontual costuma ser avaliado com atenção à sedação no momento da doação; uso contínuo é informado normalmente na triagem
- Crise de pânico no próprio local de doação: pode acontecer por causa do ambiente, não necessariamente pelo diagnóstico — a equipe está preparada para acolher e, se necessário, adiar a coleta
| Situação | Aptidão |
|---|---|
| Transtorno do pânico controlado, sem crise no dia | Apto, critérios normais |
| Em uso de antidepressivo | Apto, informar o medicamento na triagem |
| Uso recente de benzodiazepínico para crise | Avaliação individual quanto à sedação |
Se o ambiente da doação costuma desencadear ansiedade, avise a equipe com antecedência — muitos hemocentros têm experiência em acolher doadores ansiosos com tranquilidade.