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Doação de sangue

Quem tem deficiência de G6PD pode doar sangue?

Depende. A deficiência de G6PD sem crises hemolíticas ativas geralmente não impede a doação, mas exige avaliação da hemoglobina e histórico de anemia hemolítica na triagem.

Deficiência de G6PD e doação de sangue

A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), também chamada de favismo, é uma condição genética que deixa os glóbulos vermelhos mais vulneráveis à destruição (hemólise) diante de certos gatilhos, como alguns medicamentos, infecções e o consumo de fava.

O que a triagem avalia

  • Hemoglobina no dia da doação: se estiver abaixo de 12,5 g/dL (mulheres) ou 13,0 g/dL (homens), a doação é adiada independentemente da causa
  • Histórico de crises hemolíticas recentes: uma crise ativa ou recente gera inaptidão temporária até a recuperação completa
  • Uso de medicamentos contraindicados na G6PD (certos antimaláricos, sulfas, dapsona): pode indicar um quadro de anemia em curso

Quando a doação costuma ser liberada

SituaçãoAptidão
Deficiência de G6PD assintomática, sem crise recente, hemoglobina normalApto, avaliação de rotina
Crise hemolítica em curso ou recenteInaptidão temporária até recuperação
Uso atual de medicamento que pode desencadear hemóliseAvaliação individual na triagem
Anemia hemolítica crônica associadaAvaliação médica específica

A deficiência de G6PD, por si só, não é listada como critério de inaptidão permanente pela Anvisa. O fator decisivo é o estado clínico atual do doador no dia da coleta — por isso é importante informar o diagnóstico na triagem e levar exames recentes, se houver.

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