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Doação de sangue

Qual a diferença entre as soluções anticoagulantes CPD e CPDA-1 usadas na bolsa de coleta?

CPD e CPDA-1 são soluções anticoagulantes e conservantes usadas dentro da bolsa de coleta de sangue, e a diferença principal é que o CPDA-1 tem adenina adicionada à fórmula, o que estende a validade do sangue total ou das hemácias de cerca de 21 dias, no caso do CPD, para até 35 dias sob refrigeração.

Toda bolsa de coleta de sangue já vem com uma quantidade pequena de solução anticoagulante e conservante dentro dela antes mesmo da doação começar, misturando com o sangue automaticamente durante a coleta pra impedir a coagulação e manter as células viáveis durante todo o período de armazenamento até o uso.

O que a sigla CPD significa

CPD é a abreviação de citrato, fosfato e dextrose, três componentes que juntos impedem a coagulação, o citrato bloqueia o cálcio necessário pro processo de coagulação acontecer, enquanto o fosfato e a dextrose fornecem energia pras hemácias sobreviverem durante o período de armazenamento refrigerado, que costuma durar até 21 dias com essa fórmula.

O que muda no CPDA-1

CPDA-1 usa a mesma base do CPD, mas adiciona adenina à fórmula, um componente que serve como matéria-prima extra pras hemácias produzirem energia por mais tempo, estendendo a validade do componente de cerca de 21 dias pra até 35 dias sob refrigeração adequada, quase o dobro do tempo de uso disponível pra mesma bolsa de sangue.

Por que não usar sempre a fórmula que dura mais

A escolha entre CPD e outras soluções mais modernas às vezes depende do processamento planejado pra aquela bolsa específica, algumas soluções aditivas mais recentes, aplicadas depois da separação dos componentes, conseguem estender a validade das hemácias além dos 35 dias do CPDA-1, tornando a escolha da solução anticoagulante uma decisão que considera o fluxo de processamento inteiro do hemocentro, não só o anticoagulante isolado.

Isso afeta a segurança do sangue recebido pelo paciente

Não, tanto CPD quanto CPDA-1 são soluções seguras e amplamente validadas, aprovadas por agências regulatórias em todo o mundo, incluindo a Anvisa no Brasil, a diferença entre elas está apenas na validade final do componente armazenado, não na segurança do sangue recebido pelo paciente dentro do prazo de validade indicado.

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