Espeleólogo pode doar sangue?
Sim, mas exploração de caverna com muito guano de morcego pede atenção porque a inalação do pó pode causar histoplasmose, e viagem recente a área de risco de malária também gera impedimento temporário.
Espeleólogo entra em caverna com pouca ventilação e muitas vezes com grande quantidade de guano de morcego acumulado, uma rotina que pede atenção redobrada a algumas doenças antes de doar sangue.
O que o hemocentro avalia
- Exposição a grande quantidade de guano de morcego: o pó inalado em caverna pode transmitir histoplasmose, uma infecção fúngica pulmonar, e sintoma respiratório recente pede avaliação antes da doação
- Viagem a área com transmissão de malária: comum em expedição espeleológica em região tropical, gera impedimento temporário de 12 meses
- Vacina antitetânica em dia: recomendada pra quem entra em ambiente com corte de rocha e superfície irregular com frequência
- Esforço físico intenso em expedição de rapel e arrastamento: recomenda-se intervalo de recuperação antes de doar, mesmo sem restrição formal
Dicas para quem pratica espeleologia
- Avise o hemocentro se apresentou febre ou tosse persistente após entrar em caverna com muito guano
- Anote a data de retorno de expedição em área de risco de malária pra saber quando volta a poder doar
- Encontre campanhas do BloodLink perto de grupos de espeleologia e clubes de montanhismo da região
No Brasil
A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde define impedimento temporário de 12 meses pra quem viajou a área endêmica de malária, e infecção respiratória em curso pede recuperação completa antes da doação.