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Doação de sangue

Qual a diferença entre a genotipagem de hemácias e a tipagem sanguínea tradicional?

A tipagem sanguínea tradicional identifica antígenos misturando o sangue com anticorpos conhecidos e observando reação física, enquanto a genotipagem de hemácias lê diretamente o DNA do doador ou paciente pra identificar quais antígenos ele carrega, um método mais preciso especialmente em pacientes que já receberam transfusão recente ou têm antígenos raros difíceis de detectar pelo método tradicional.

A tipagem sanguínea tradicional, usada há décadas em praticamente todo hemocentro do mundo, funciona misturando uma amostra de sangue com um anticorpo conhecido contra determinado antígeno, se as hemácias aglutinarem, formarem grumos visíveis, isso confirma que o antígeno está presente, um método rápido, barato e confiável pra identificar os antígenos mais comuns e clinicamente relevantes, como o sistema ABO e o fator Rh.

Onde o método tradicional encontra limitação

O método tradicional depende da disponibilidade de um anticorpo específico contra cada antígeno que se quer testar, e pra antígenos raros ou pouco comuns, esse anticorpo específico pode simplesmente não estar disponível comercialmente, além disso, pacientes que já receberam transfusão recente têm hemácias do próprio doador circulando misturadas com as suas, o que pode confundir o resultado do teste tradicional feito diretamente na amostra de sangue.

Como a genotipagem resolve essas duas limitações

A genotipagem lê diretamente o material genético da pessoa, geralmente extraído de uma amostra de saliva ou de glóbulos brancos, que carregam DNA, em vez de testar diretamente as hemácias circulantes, o que significa que uma transfusão recente não interfere no resultado, já que o DNA da pessoa continua sendo o dela mesmo com sangue de doador temporariamente presente na circulação, e a técnica consegue identificar antígenos raros através da sequência genética conhecida, sem depender da disponibilidade de um anticorpo específico pronto pra reagir.

A genotipagem substitui a tipagem tradicional no dia a dia

Não no uso rotineiro, o custo e o tempo de processamento da genotipagem ainda são significativamente maiores que os do método tradicional, então ela costuma ser reservada pra casos específicos, pacientes com transfusão crônica que precisam de compatibilidade extendida muito precisa, como pacientes com anemia falciforme, ou casos onde o resultado tradicional ficou ambíguo e precisa de confirmação através de um método independente.

Essa tecnologia deve se tornar mais comum no futuro

A tendência apontada por pesquisadores da área é que sim, à medida que o custo do sequenciamento genético continua caindo, a genotipagem de hemácias deve se tornar viável pra um grupo cada vez maior de pacientes, especialmente aqueles que dependem de transfusão frequente ao longo da vida e mais se beneficiam de uma compatibilidade extremamente precisa.

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