Quem tem hiperprolactinemia pode doar sangue?
Em geral sim, se controlada. Hiperprolactinemia não é critério de inaptidão pela RDC 34/2014, mas os medicamentos usados e condições associadas (como adenoma hipofisário) são avaliados individualmente.
Hiperprolactinemia e doação de sangue
Hiperprolactinemia é o excesso de prolactina no sangue, hormônio produzido pela hipófise. As causas mais comuns são adenoma hipofisário (prolactinoma), medicamentos e hipotireoidismo.
A RDC 34/2014 da Anvisa não cita hiperprolactinemia como critério de inaptidão. A triagem avalia a causa e os medicamentos em uso.
Medicamentos e situação na doação
| Medicamento | Situação |
|---|---|
| Cabergolina (Dostinex) — agonista dopaminérgico | Geralmente permitido em dose terapêutica |
| Bromocriptina | Geralmente permitido |
| Nenhum (hiperprolactinemia assintomática) | Não impede |
Cabergolina e bromocriptina são os medicamentos padrão para prolactinoma. Nenhum deles consta como critério de inaptidão explícito, e as concentrações transferidas via transfusão em dose terapêutica são clinicamente insignificantes para o receptor.
Condições associadas
| Condição | Situação |
|---|---|
| Hipotireoidismo causando hiperprolactinemia | Geralmente apto se hipotireoidismo controlado |
| Prolactinoma pequeno (microprolactinoma), controlado | Geralmente apto |
| Macroprolactinoma com sintomas neurológicos | Avaliação individual |
| Cirurgia hipofisária recente (< 6 meses) | Inaptidão temporária — cirurgia recente |
| Radioterapia hipofisária recente | Avaliação individual |
Prolactina no sangue doado
A prolactina presente no sangue de quem tem hiperprolactinemia não representa risco para o receptor — é um hormônio endógeno em concentrações fisiológicas ou levemente elevadas.
Hiperprolactinemia controlada, com a doença de base tratada, geralmente não impede a doação.