Quem tem síndrome nefrótica pode doar sangue?
Geralmente não durante a fase ativa. Síndrome nefrótica causa perda maciça de proteínas pela urina, edema e hipoalbuminemia — condições que comprometem a segurança do doador e a qualidade do sangue coletado.
Síndrome nefrótica e doação de sangue
Síndrome nefrótica é definida pela tríade: proteinúria maciça (> 3,5 g/dia), hipoalbuminemia (< 3 g/dL) e edema. Pode ser causada por doenças glomerulares primárias (glomeruloesclerose focal, nefropatia membranosa) ou secundárias (lúpus, diabetes, amiloidose).
Por que a síndrome nefrótica ativa impede a doação
1. Hipoalbuminemia
A albumina é a principal proteína do plasma. Nível baixo compromete a estabilidade hemodinâmica durante e após a coleta de 450 ml de sangue. O hemocentro avalia clinicamente sinais de hipoalbuminemia grave (edema, ascite, dispneia).
2. Estado hipercoagulável
A síndrome nefrótica causa estado pró-trombótico (perda de antitrombina III pela urina), aumentando risco de trombose. Essa instabilidade de coagulação também afeta a qualidade do produto coletado.
3. Imunossupressores no tratamento
A maioria dos casos exige imunossupressão:
| Medicamento | Situação |
|---|---|
| Prednisona em dose alta | Inaptidão temporária |
| Ciclosporina | Inaptidão enquanto em uso |
| Tacrolimus | Inaptidão enquanto em uso |
| Micofenolato | Inaptidão enquanto em uso |
| Rituximabe | Inaptidão enquanto em uso |
Em remissão
Síndrome nefrótica em remissão completa (proteinúria normalizada, albumina normal, sem edema, sem imunossupressor) pode ser avaliada individualmente. Leve exames recentes de função renal e proteinúria para a triagem.