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Doação de sangue

Quem já teve infarto pode doar sangue?

Não. Quem já sofreu infarto do miocárdio é permanentemente inapto para doação de sangue no Brasil, pois o evento cardíaco configura doença cardiovascular grave e irreversível.

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a morte de parte do músculo cardíaco por obstrução de artéria coronária. Quem já teve infarto apresenta sequelas cardíacas permanentes — mesmo após a recuperação — e por isso está permanentemente inapto para doação de sangue, conforme a RDC nº 34/2014 da Anvisa.

Por que o infarto impede permanentemente a doação

A retirada de 450 ml de sangue durante a doação provoca queda transitória do volume circulante. Em um coração com função comprometida por infarto prévio, essa queda pode desencadear:

  • Hipotensão arterial importante
  • Isquemia miocárdica
  • Arritmias cardíacas graves
  • Síncope ou piora da insuficiência cardíaca

Mesmo que o doador esteja assintomático e com função cardíaca aparentemente preservada, o risco cardiovascular residual é considerado inaceitável pelos protocolos de segurança do doador.

Outras condições cardíacas que impedem a doação

  • Insuficiência cardíaca (qualquer grau)
  • Angina instável ou estável sintomática
  • Arritmias graves não controladas
  • Stent coronariano recente (e em geral permanente)
  • Cirurgia cardíaca prévia (revascularização, troca valvar)
  • Doença cardíaca congênita complexa

O que fazer se quiser contribuir

Quem não pode doar sangue pode ajudar de outras formas: divulgar campanhas de doação, incentivar familiares e amigos aptos, cadastrar-se como doador de medula óssea (se elegível) e apoiar hemocentros locais com doações financeiras ou como voluntário.

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