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Doação de sangue

O que é o ISBT 128, o padrão internacional de codificação das bolsas de sangue?

ISBT 128 é um padrão internacional de codificação, adotado por bancos de sangue em mais de setenta países, que garante que cada bolsa de sangue no mundo recebe um identificador único e universal, permitindo rastrear a bolsa com precisão mesmo quando ela atravessa fronteiras entre diferentes sistemas de saúde e diferentes países.

Antes de um padrão internacional existir, cada país, e às vezes cada hemocentro individual dentro do mesmo país, usava seu próprio sistema de codificação pra identificar bolsa de sangue, um problema que se tornava crítico justamente nas situações em que rastreabilidade precisa mais importa, intercâmbio de sangue entre instituições, investigação de reação transfusional, ou rastreamento de um lote específico numa situação de alerta sanitário.

O que o padrão ISBT 128 realmente resolve

O padrão define uma estrutura única e global de código, garantindo que o identificador de uma bolsa específica nunca se repete em nenhum outro lugar do mundo, diferente dos sistemas antigos e fragmentados, onde o mesmo código numérico podia, em teoria, aparecer em duas instituições diferentes sem relação nenhuma entre si, criando risco real de confusão em qualquer troca de informação entre sistemas.

Como o código funciona na prática

Cada bolsa recebe uma etiqueta com código de barras seguindo a estrutura ISBT 128, que codifica informação como a instituição coletora, o número sequencial único daquela doação específica, o tipo de componente contido na bolsa e a data de validade, tudo num formato padronizado que qualquer sistema de leitura compatível em qualquer país consegue interpretar corretamente.

Quando esse padrão foi adotado no Brasil

O Brasil adotou o padrão ISBT 128 de forma progressiva ao longo dos anos 2010, com a Anvisa incentivando a migração dos hemocentros brasileiros pro novo sistema, substituindo gradualmente códigos antigos e não padronizados que dificultavam a integração de dados entre diferentes instituições de saúde do país.

Esse padrão facilita situações de emergência e desastre

Sim, um dos benefícios mais citados do padrão é justamente em cenário de desastre em massa ou pandemia, onde bolsas de sangue de múltiplas origens e múltiplos países precisam ser gerenciadas rapidamente por um mesmo sistema logístico, um código universal elimina a barreira de tradução entre sistemas diferentes exatamente no momento em que a velocidade de resposta mais importa.

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