Quem descobriu os tipos sanguíneos e por que essa descoberta foi tão importante?
O médico austríaco Karl Landsteiner descobriu o sistema de tipos sanguíneos ABO em 1901, explicando por que algumas transfusões funcionavam e outras causavam reação grave. A descoberta rendeu a ele o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930.
Antes de 1901, transfusão de sangue era um procedimento imprevisível e perigoso. Médicos sabiam que às vezes funcionava e às vezes causava reação grave, até fatal, no paciente, sem entender por quê.
O que Landsteiner descobriu
Karl Landsteiner observou que, ao misturar amostras de sangue de pessoas diferentes, algumas combinações causavam aglutinação, as hemácias grudavam entre si, enquanto outras combinações misturavam sem problema. Ele percebeu que esse padrão dividia as pessoas em grupos distintos, o que hoje conhecemos como tipos A, B, AB e O.
Por que isso mudou a medicina
Antes dessa descoberta, não existia forma de prever se uma transfusão seria segura. Depois dela, tornou-se possível verificar a compatibilidade entre doador e receptor antes do procedimento, reduzindo drasticamente o risco de reação transfusional grave e tornando a transfusão de sangue um procedimento médico confiável pela primeira vez na história.
O reconhecimento pela descoberta
Landsteiner recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930, quase três décadas depois da descoberta original, reconhecimento do impacto duradouro que o sistema ABO teve na segurança de transfusões em todo o mundo.
A contribuição de Landsteiner não parou no sistema ABO
Não. Landsteiner, em conjunto com Alexander Wiener, também ajudou a descobrir o fator Rh em 1937, outro sistema de classificação sanguínea essencial pra segurança transfusional, especialmente relevante em casos de gravidez com incompatibilidade entre mãe e bebê.
A ligação entre Landsteiner e o Dia Mundial do Doador de Sangue
A data 14 de junho, escolhida pela Organização Mundial da Saúde para o Dia Mundial do Doador de Sangue, corresponde ao aniversário de nascimento de Karl Landsteiner, uma homenagem direta ao cientista cuja descoberta tornou a doação de sangue segura como conhecemos hoje.