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Doação de sangue

Leishmaniose impede doação de sangue?

Sim. Quem já teve leishmaniose tem restrição de 12 meses (forma tegumentar) a 2-3 anos ou permanente (forma visceral). O parasita pode permanecer latente no sangue por anos.

A leishmaniose é causada por protozoários do gênero *Leishmania*, transmitidos pela picada do flebotomíneo (mosquito-palha). Há dois tipos principais com implicações diferentes para a doação:

Leishmaniose tegumentar (cutânea/mucocutânea)

  • Afeta pele e mucosas
  • Após cura confirmada e cicatrização completa: aguardar 12 meses
  • Se tratada com antimoniais (glucantime): aguardar o término do tratamento + 12 meses

Leishmaniose visceral (calazar)

  • Afeta fígado, baço e medula óssea
  • Representa risco maior de transmissão transfusional: o parasita pode circular no sangue por anos após o tratamento
  • Inaptidão por pelo menos 2 a 3 anos após a cura — alguns protocolos consideram inaptidão permanente
  • A Anvisa e o Ministério da Saúde orientam avaliação individualizada pelo médico triador

Por que o prazo é longo?

*Leishmania donovani* (visceral) pode sobreviver em macrófagos por anos em estado latente. Receptores imunocomprometidos — transplantados e pacientes com HIV — são especialmente vulneráveis à leishmaniose transmitida por transfusão.

Residência em área endêmica

Quem mora em área endêmica de leishmaniose sem diagnóstico prévio não é automaticamente barrado. A triagem avalia o histórico clínico. Hemocentros em regiões de alta prevalência podem ter protocolos específicos adicionais.

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