Quem teve linfoma curado pode doar sangue?
Depende do tempo de remissão e do tratamento recebido. Em geral, após 5 anos de remissão completa e sem tratamento ativo, o hemocentro reavalia a aptidão.
O linfoma (Hodgkin ou não Hodgkin) é um câncer do sistema linfático. Após tratamento e remissão prolongada, a doação de sangue pode ser possível — mas exige avaliação criteriosa.
Durante o tratamento
Quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante de células-tronco hematopoéticas são critérios de inaptidão absoluta durante o tratamento. Não é possível doar sangue nesse período.
Após a cura
A RDC nº 34/2014 da Anvisa e as diretrizes do Ministério da Saúde estabelecem que histórico de câncer hematológico (incluindo linfoma) requer avaliação individual, mas muitos hemocentros adotam:
- 5 anos de remissão completa como referência para reavaliar a aptidão
- Ausência de recidiva e de tratamento ativo
- Laudo oncológico atualizado comprovando cura/remissão
Linfoma de Hodgkin vs Não Hodgkin
- Linfoma de Hodgkin tem alta taxa de cura (85–90%) e, após remissão prolongada, a doação pode ser avaliada
- Linfomas agressivos de não Hodgkin: avaliação mais cautelosa pelo risco de recidiva
Transplante de medula óssea/células-tronco
Se o tratamento incluiu transplante, a inaptidão pode ser permanente — o transplante em si é critério de inaptidão definitiva em muitos hemocentros.
Recomendação
Leve laudo oncológico atualizado ao hemocentro. Quanto mais tempo em remissão, maiores as chances de aptidão. Não omita o histórico de linfoma na triagem.