O que é o teste de ELISA usado na triagem do sangue doado?
É um exame imunológico que detecta anticorpos ou antígenos de doenças infecciosas no sangue, usado como uma das camadas de triagem antes da liberação para transfusão.
ELISA (sigla em inglês para Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, ou "ensaio de imunoabsorção enzimática") é uma das técnicas laboratoriais mais usadas historicamente na triagem sorológica do sangue doado.
Como o teste funciona, de forma simplificada
- A amostra de sangue é colocada em contato com um reagente que se liga especificamente a anticorpos ou antígenos de um vírus ou bactéria específica
- Uma reação enzimática produz uma mudança de cor mensurável quando o alvo (o vírus ou anticorpo procurado) está presente
- A intensidade da cor indica se o resultado é reagente (indício de presença) ou não reagente
Para que é usado na doação de sangue
- Detecção de anticorpos ou antígenos de HIV, hepatites B e C, sífilis e outras doenças rastreadas obrigatoriamente
- Funciona como uma camada de triagem, muitas vezes combinada com testes de biologia molecular (NAT), que detectam o material genético do vírus com uma janela de detecção ainda menor
Por que existe mais de um tipo de teste
- Cada tecnologia tem uma "janela de detecção" diferente — o tempo entre a infecção e o momento em que o teste consegue detectá-la
- Combinar ELISA com testes de biologia molecular reduz ao máximo o risco de uma infecção recente passar despercebida
- Um resultado reagente no ELISA não significa necessariamente diagnóstico confirmado — a bolsa é descartada por precaução e o doador é encaminhado para exames confirmatórios
Esse tipo de teste é um dos motivos pelos quais o sangue transfundido no Brasil é considerado extremamente seguro, mesmo com o volume de doações processado diariamente.