O que é uma reação transfusional?
É qualquer efeito adverso que ocorre durante ou após a transfusão. Vão de reações leves, como febre e urticária, até quadros graves por incompatibilidade. Toda suspeita interrompe a transfusão imediatamente e gera investigação e notificação.
Transfusão é um procedimento seguro e monitorado, e ainda assim reações podem ocorrer. Por isso o paciente é observado de perto, principalmente nos primeiros minutos.
Tipos mais comuns
- Reação febril não hemolítica, com febre e calafrios, frequentemente ligada a leucócitos do doador
- Reação alérgica, com urticária e coceira, ligada a proteínas do plasma
- Sobrecarga circulatória, quando o volume transfundido é excessivo para o paciente
- Reação hemolítica aguda, mais grave, causada por incompatibilidade
- Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão
O que a equipe faz diante de suspeita
- Interrompe a transfusão imediatamente
- Mantém o acesso venoso com outra solução
- Avalia sinais vitais e sintomas
- Comunica o serviço de hemoterapia
- Reconfere identificação do paciente e da bolsa
- Envia material para investigação laboratorial
- Registra e notifica o evento
Como o sistema reduz o risco
- Testes obrigatórios em toda bolsa
- Pesquisa de anticorpos irregulares
- Prova cruzada antes da transfusão
- Filtragem de leucócitos, irradiação e lavagem quando indicadas
- Conferência à beira do leito
- Observação atenta nos primeiros minutos
Hemovigilância
Eventos são notificados e analisados, o que permite identificar padrões e corrigir processos. Esse mesmo sistema acompanha eventos adversos em doadores.
O que isso significa para quem doa
Sua triagem sincera é uma das camadas dessa proteção, especialmente para o que os exames não alcançam por causa da janela imunológica.
Resumo prático
Reações existem, são monitoradas e têm protocolo definido. A cadeia inteira, da triagem ao leito, é desenhada para reduzi-las.