Quem tem policondrite recidivante pode doar sangue?
Depende da atividade da doença e do tratamento. Em remissão, sem uso de imunossupressor, a doação pode ser avaliada individualmente. Em crise ativa ou em uso de corticoide em dose alta e imunossupressores, geralmente há inaptidão temporária.
A policondrite recidivante é uma doença autoimune rara que causa inflamação recorrente da cartilagem — principalmente nas orelhas, no nariz e nas vias aéreas — além de poder afetar articulações, olhos e vasos sanguíneos. Por ser sistêmica e ter períodos de crise e remissão, a aptidão para doar sangue é avaliada conforme o estado clínico atual, não pelo diagnóstico isolado.
Crise ativa
Durante um episódio agudo de inflamação — dor e vermelhidão nas orelhas ou no nariz, rouquidão por comprometimento da laringe, dor articular — a doação é contraindicada. O quadro inflamatório ativo e o uso de medicação em dose alta para controlar a crise afastam o doador temporariamente.
Remissão
Quem está em remissão sustentada, sem sintomas ativos e sem uso de imunossupressores fortes, pode ser avaliado individualmente pelo médico da triagem. O que pesa na decisão:
- Tempo de remissão: quanto mais estável e prolongado, melhor a avaliação
- Medicação de manutenção: corticoide em dose baixa costuma ser mais aceito do que imunossupressores como metotrexato ou ciclofosfamida
- Comprometimento de vias aéreas ou vasos: casos com sequelas estruturais (colapso da traqueia, por exemplo) exigem avaliação mais cautelosa
| Situação | Aptidão |
|---|---|
| Crise ativa | Inaptidão temporária até a resolução |
| Remissão, sem imunossupressor forte | Avaliação individual |
| Uso de imunossupressor (metotrexato, ciclofosfamida) | Inaptidão enquanto durar o tratamento |
| Sequela estrutural significativa em vias aéreas | Avaliação individual mais cautelosa |
Leve ao hemocentro o relatório do reumatologista com a atividade da doença e a medicação atual — a decisão final é do médico responsável pela triagem no dia da doação.