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Doação de sangue

Qual foi a primeira transfusão de sangue da história?

A primeira transfusão de sangue documentada entre humanos foi realizada em 1818 pelo médico britânico James Blundell. Antes disso, experimentos do século XVII usavam sangue de animais, com resultados fatais.

A história das transfusões começa de forma dramática no século XVII. Em 1667, o médico francês Jean-Baptiste Denis transfundiu sangue de um cordeiro em um jovem que sobreviveu, mas repetiu o procedimento em outro paciente que morreu. Denis foi processado criminalmente e a França proibiu transfusões em 1668. Inglaterra e Vaticano seguiram com restrições semelhantes.

Por mais de 150 anos, a prática ficou paralisada.

A primeira transfusão humana bem-sucedida

Em 1818, o obstetra britânico James Blundell realizou a primeira transfusão de sangue humano para humano documentada com sucesso. Ele usou uma seringa para transferir sangue de um marido para sua esposa, que sofria de hemorragia pós-parto. A paciente sobreviveu.

Blundell realizou 10 transfusões entre 1818 e 1830. Quatro salvaram vidas. As outras falharam, mas ele não sabia por quê.

A descoberta dos tipos sanguíneos

A razão das falhas de Blundell ficou clara em 1901, quando o médico austríaco Karl Landsteiner descreveu os grupos sanguíneos ABO. Transfundir sangue incompatível causava reação hemolítica grave e morte. Landsteiner ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 1930 pela descoberta.

O Brasil e a hemoterapia

O serviço de hemoterapia no Brasil foi estruturado a partir da década de 1940. A Lei do Sangue (Lei nº 10.205/2001) tornou a doação voluntária e gratuita, proibindo a comercialização de sangue.

De Blundell a hoje, a transfusão passou de um procedimento experimental e perigoso para um dos procedimentos médicos mais realizados no mundo.

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