Qual é o tipo sanguíneo mais comum no Brasil?
O tipo O positivo é o mais comum no Brasil, representando cerca de 36% da população, seguido pelo A positivo. Os tipos negativos juntos somam uma fatia bem menor, o que explica por que costumam entrar em alerta de estoque com mais frequência.
A distribuição dos tipos sanguíneos varia entre populações diferentes, e no Brasil, com a mistura étnica típica do país, o padrão segue uma distribuição parecida com a de outros países ocidentais, com predominância clara de um tipo.
Distribuição aproximada no Brasil
| Tipo sanguíneo | Frequência aproximada |
|---|---|
| O positivo | 36% |
| A positivo | 34% |
| B positivo | 8% |
| AB positivo | 2,5% |
| O negativo | 9% |
| A negativo | 8% |
| B negativo | 2% |
| AB negativo | 0,5% |
Por que O positivo é tão comum
A frequência de cada tipo sanguíneo é determinada geneticamente e varia conforme a composição étnica de cada população ao longo de gerações. O predomínio do tipo O é uma característica compartilhada por boa parte das populações ocidentais, não uma peculiaridade só do Brasil.
Isso significa que O positivo nunca falta no estoque
Não necessariamente. Apesar de mais comum entre doadores, o tipo O positivo também é o mais usado em transfusão, porque é compatível com receptores O positivo e, em situação de emergência, pode ser usado em qualquer receptor Rh positivo. Alta demanda por um tipo comum pode gerar estoque baixo do mesmo jeito que a baixa oferta gera estoque baixo dos tipos raros.
Por que os tipos negativos preocupam mais os hemocentros
Somando todos os tipos negativos, eles representam menos de 20% da população, mas o O negativo especificamente é o doador universal para hemácias, usado em emergências quando não há tempo para tipagem completa. Essa combinação de oferta menor com demanda de emergência mais alta é o que torna esse tipo específico o mais frequentemente crítico nos alertas de estoque.