Quanto custa uma bolsa de sangue?
No Brasil, o sangue não tem preço — sua venda é proibida por lei. Mas os hemocentros cobram taxas de processamento dos hospitais para cobrir os custos operacionais.
No Brasil, o sangue humano não pode ser comprado nem vendido. A Lei nº 10.205/2001 (Lei do Sangue) proíbe expressamente a comercialização de sangue e seus componentes. Toda doação é voluntária, anônima e gratuita.
Há algum custo envolvido?
Sim — não o sangue em si, mas o processamento, testagem, armazenamento e distribuição geram custos operacionais que são repassados pelos hemocentros aos hospitais e clínicas na forma de taxas de serviço.
*Estimativas de custo operacional no Brasil*
Os valores variam por hemocentro e por tipo de hemocomponente:
- Concentrado de hemácias (1 bolsa): R$ 200 a R$ 600
- Plasma fresco congelado: R$ 150 a R$ 400
- Concentrado de plaquetas: R$ 300 a R$ 800
- Crioprecipitado: R$ 200 a R$ 500
Esses valores são estimativas baseadas em dados públicos de hemocentros estaduais e podem variar significativamente.
Paciente paga pela transfusão?
No SUS, a transfusão de sangue é gratuita para o paciente — o hospital recebe reembolso do governo. Em hospitais privados, o custo do processamento pode ser incluído na conta hospitalar ou coberto pelo plano de saúde.
Por que é proibida a comercialização?
A proibição existe para:
- Garantir que o sangue seja doado por motivação altruísta (reduz o risco de ocultação de informações de saúde)
- Evitar exploração de populações vulneráveis
- Manter a segurança transfusional em nível máximo