Fiz radiofrequência facial, posso doar sangue?
Sim, sem restrição relevante na maioria dos casos. A radiofrequência facial é um procedimento não invasivo que não rompe a pele, diferente de tratamentos com agulha ou laser ablativo.
A radiofrequência facial é um procedimento estético que usa ondas de energia pra aquecer as camadas mais profundas da pele e estimular produção de colágeno, sem cortes, agulhas ou ruptura da superfície da pele. É usada principalmente para firmeza e rejuvenescimento facial.
O que a triagem realmente avalia
- Ausência de ruptura de pele: por não usar agulha nem causar lesão na superfície, a radiofrequência não se enquadra nas restrições de procedimentos invasivos
- Vermelhidão temporária: comum logo após a sessão, mas costuma resolver em horas e não impede a doação
- Sinais de queimadura: em casos raros de reação térmica mais intensa, a pele deve estar cicatrizada antes da doação
Pontos de atenção adicionais
- Não é necessário informar a radiofrequência facial na triagem, já que não se enquadra em critério de restrição por ruptura de pele
- Se sentir desconforto ou vermelhidão persistente, aguarde a resolução antes de doar por conforto pessoal
- Consulte o hemocentro apenas em caso de queimadura ou reação cutânea mais séria
No Brasil
Não há critério específico da Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde sobre radiofrequência facial, já que o procedimento não envolve ruptura de pele. A avaliação segue as regras gerais de saúde do doador no dia da doação.