Quem tem síndrome de Beckwith-Wiedemann pode doar sangue?
Síndrome de Beckwith-Wiedemann pode permitir a doação de sangue em adultos com rastreamento oncológico da infância concluído sem intercorrências, mas exige avaliação individual pelo histórico de risco tumoral.
Síndrome de Beckwith-Wiedemann e doação de sangue
A síndrome de Beckwith-Wiedemann é uma doença genética de crescimento excessivo, causando órgãos e partes do corpo maiores que o normal, hipoglicemia neonatal e, mais importante para o acompanhamento a longo prazo, risco elevado de certos tumores durante a infância, especialmente tumor de Wilms e hepatoblastoma.
Por que a avaliação exige atenção ao histórico
- Risco tumoral concentrado na infância: o período de maior risco de desenvolvimento de tumor vai até os oito anos aproximadamente, com rastreamento por exame de imagem regular durante essa fase
- Diferente de muitas síndromes genéticas raras: a cognição geralmente não é afetada na síndrome de Beckwith-Wiedemann, e o crescimento excessivo tende a se estabilizar na vida adulta
- Histórico de tumor prévio: pacientes que tiveram algum tumor durante a infância seguem os mesmos critérios de inaptidão temporária ou permanente aplicados a qualquer histórico oncológico
Adultos sem intercorrências
Adultos que passaram pelo período de risco tumoral concentrado sem nenhum diagnóstico de tumor, com rastreamento completo e documentado, e sem outras comorbidades relevantes, costumam ter avaliação favorável na maioria dos hemocentros. A decisão depende do histórico oncológico completo apresentado na triagem.
Leve à triagem o diagnóstico completo e o histórico de rastreamento oncológico realizado durante a infância.