Quem tem síndrome de Brugada pode doar sangue?
Não. A síndrome de Brugada é uma cardiopatia grave que impede a doação de sangue de forma definitiva, pois representa risco ao doador durante o procedimento.
A síndrome de Brugada é uma doença cardíaca hereditária caracterizada por um padrão eletrocardiográfico anormal e risco elevado de arritmias ventriculares graves, incluindo fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca.
Por que a síndrome de Brugada impede a doação de sangue?
A doação de sangue envolve uma retirada de aproximadamente 450 ml de sangue, o que provoca uma queda temporária no volume circulatório e pode desencadear respostas autonômicas (como bradicardia e hipotensão). Em portadores da síndrome de Brugada, essas alterações podem favorecer o surgimento de arritmias potencialmente fatais.
Por isso, hemocentros brasileiros consideram a síndrome de Brugada como inaptidão definitiva para doação de sangue.
O que é a síndrome de Brugada?
- Doença genética autossômica dominante, causada principalmente por mutações no gene SCN5A
- Afeta os canais de sódio do coração
- Pode ser assintomática até o primeiro episódio de síncope ou parada cardíaca
- Diagnosticada pelo padrão típico no ECG (padrão de Brugada tipo 1)
- Tratamento principal: cardiodesfibrilador implantável (CDI)
Posso ajudar de outra forma?
Sim! Pessoas com síndrome de Brugada podem:
- Divulgar campanhas de doação de sangue para familiares e amigos
- Cadastrar-se no BloodLink para ajudar a conectar doadores a campanhas na sua cidade
- Incentivar pessoas saudáveis do seu círculo a doarem regularmente
Se você tem síndrome de Brugada e tem dúvidas sobre doação, consulte seu cardiologista e entre em contato com o hemocentro da sua cidade para orientação individualizada.