Quem tem síndrome de Wolff-Parkinson-White pode doar sangue?
Depende do caso. A síndrome de WPW pode impedir a doação definitiva ou temporariamente, dependendo dos sintomas, tratamento realizado e avaliação cardiológica.
A síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma condição cardíaca congênita em que existe uma via acessória de condução elétrica no coração (feixe de Kent), que pode causar episódios de taquicardia supraventricular paroxística e, em casos raros, fibrilação atrial com risco de morte súbita.
WPW e doação de sangue: o que diz a triagem?
A aptidão para doação de sangue em portadores de WPW depende do quadro clínico individual:
- WPW assintomático, sem episódios de arritmia e sem tratamento: pode ser avaliado caso a caso pelo médico da triagem. Em muitos centros, é considerado inaptidão por precaução.
- WPW com episódios de taquicardia ou síncope: geralmente inaptidão definitiva, pois a diminuição do volume sanguíneo durante a doação pode desencadear arritmias.
- WPW tratado com ablação por cateter e curado: após avaliação cardiológica confirmando a cura e ausência de recorrências, o doador pode ser considerado apto, a critério do hemocentro.
Por que a doação pode ser arriscada no WPW?
A coleta de 450 ml de sangue provoca uma queda transitória no volume circulante, ativando o sistema nervoso autônomo. Em pessoas com vias acessórias cardíacas, essa ativação pode favorecer episódios de taquicardia supraventricular, que representam risco ao doador no ambiente da coleta.
O que fazer se você tem WPW e quer doar sangue?
1. Consulte seu cardiologista para obter um laudo sobre seu estado atual 2. Informe a condição na triagem clínica do hemocentro 3. Se a ablação foi realizada com sucesso, leve documentação médica comprovando a cura 4. O médico da triagem tem autonomia para avaliar a aptidão individualmente
Mesmo que você não possa doar, use o BloodLink para divulgar campanhas e incentivar amigos e familiares a doarem.