Vulcanólogo pode doar sangue?
Sim, mas viagem recente a área com risco de malária, comum perto de vulcões ativos na Indonésia, na África Central e em partes da América Latina, gera impedimento temporário de doação por até 12 meses.
Vulcanólogo passa temporada em expedição de campo perto de crateras ativas, muitas vezes em regiões remotas e tropicais, uma rotina que pede atenção ao histórico de viagem antes de doar sangue.
O que o hemocentro avalia
- Viagem a área com transmissão de malária nos últimos 12 meses: gera impedimento temporário de um ano, mesmo sem sintoma da doença
- Diagnóstico prévio de malária: impedimento de 3 anos após alta clínica, independente de nova viagem
- Exposição a gás vulcânico e uso de máscara de proteção respiratória: não impede a doação por si só, avaliado caso a caso se houver lesão pulmonar
- Esforço físico intenso em expedição de campo: recomenda-se intervalo de recuperação antes de doar, mesmo sem restrição formal
Dicas para quem trabalha com vulcanologia
- Anote a data exata de retorno de cada expedição em área de risco de malária pra saber quando volta a poder doar
- Avise o hemocentro sobre o destino da viagem na triagem, mesmo sem sintoma
- Encontre campanhas do BloodLink perto de institutos de geociências e observatórios vulcanológicos
No Brasil
A Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde define impedimento temporário de 12 meses pra quem viajou a área endêmica de malária e de 3 anos pra quem teve a doença confirmada.