Que conferências a bolsa passa antes de sair para o hospital?
Antes da liberação, o serviço confere resultado de todos os exames obrigatórios, tipagem, integridade e validade do componente, além da rotulagem. Nenhum componente é distribuído com exame pendente ou com qualquer resultado reagente.
Entre a coleta e a chegada ao hospital existe uma sequência de verificações que funciona como uma série de portas.
Conferências antes da liberação
- Resultado completo da triagem sorológica e do teste NAT
- Tipagem ABO e Rh confirmada
- Pesquisa de anticorpos irregulares
- Integridade física da bolsa, sem vazamento ou dano
- Aspecto do componente, sem sinais de hemólise ou contaminação
- Validade dentro do prazo
- Rotulagem correta e legível, com identificação única
Qualquer item fora do padrão bloqueia a liberação.
Rotulagem
O rótulo liga aquela bolsa ao doador, aos exames e ao componente específico. É essa identificação que permite a rastreabilidade completa e as conferências posteriores no hospital.
Transporte
A saída também é controlada. Componentes viajam em caixas térmicas validadas, com monitoramento de temperatura, e a chegada é conferida no destino. Quebra de cadeia de frio inutiliza o produto.
Na agência transfusional do hospital
Ao receber, o serviço confere identificação, temperatura e integridade novamente, armazena em condições controladas, e realiza tipagem do paciente, pesquisa de anticorpos e prova cruzada antes de liberar para transfusão.
Por que tantas etapas
Porque cada verificação isolada pode falhar, e a segurança vem de múltiplas camadas independentes. Um erro precisa passar por todas para chegar ao paciente.
O papel da triagem do doador
Ela cobre o que o laboratório não alcança, principalmente a janela imunológica. É a única etapa que depende inteiramente de você.
Resumo prático
A bolsa passa por conferência de exames, integridade, validade e rotulagem antes de sair, e por nova conferência ao chegar ao hospital.