Por que o fator Rh tem esse nome e como ele foi descoberto?
O nome vem do macaco Rhesus, espécie usada nas pesquisas de Karl Landsteiner e Alexander Wiener em 1937, quando identificaram um antígeno no sangue desses animais que também existia na maioria dos seres humanos.
Depois de descobrir o sistema ABO em 1901, Karl Landsteiner continuou pesquisando o sangue humano por décadas, e em 1937, já em colaboração com o imunologista Alexander Wiener, fez outra descoberta que se tornaria essencial pra segurança transfusional.
Como o fator Rh foi identificado
Landsteiner e Wiener injetaram sangue de macacos da espécie Rhesus em coelhos e observaram que o sistema imunológico dos coelhos produzia anticorpos contra um antígeno específico presente no sangue dos macacos. Ao testar esse mesmo anticorpo contra sangue humano, descobriram que a maioria das pessoas também tinha esse antígeno, e batizaram o fator de Rh, abreviação de Rhesus.
Por que o fator Rh importa tanto na prática
Cerca de 85% da população tem o fator Rh presente no sangue, classificada como Rh positivo, enquanto o restante não tem, classificada como Rh negativo. Misturar sangue Rh positivo num receptor Rh negativo pode desencadear uma resposta imunológica grave, o que torna a compatibilidade de Rh tão importante quanto a compatibilidade do tipo ABO em qualquer transfusão.
A relação com a gravidez
O fator Rh tem relevância especial na gestação. Uma mãe Rh negativo carregando um bebê Rh positivo pode desenvolver anticorpos contra o sangue do bebê, um problema chamado de incompatibilidade Rh, hoje prevenido com a aplicação de imunoglobulina anti-D durante a gravidez.
O fator Rh completa o sistema de tipagem sanguínea usado hoje
Sim, junto com o sistema ABO, o fator Rh forma a base da tipagem sanguínea que todo hemocentro usa, resultando nos oito tipos conhecidos, A positivo, A negativo, B positivo, B negativo, AB positivo, AB negativo, O positivo e O negativo.