Quantas bolsas de sangue uma cirurgia costuma consumir?
Varia muito conforme o procedimento. Muitas cirurgias eletivas não usam nenhuma bolsa, uma cesárea com complicação pode consumir algumas unidades, e cirurgias cardíacas, transplantes e traumas graves podem exigir dezenas de unidades de diferentes componentes.
Não existe um número único, e essa variação é justamente o motivo pelo qual o hospital precisa ter reserva antes de saber o que vai acontecer.
Cirurgias que normalmente não consomem sangue
A maior parte dos procedimentos eletivos de pequeno e médio porte não usa transfusão. Nesses casos o hospital pode apenas reservar a tipagem do paciente, sem separar bolsas.
Procedimentos com consumo moderado
Algumas cirurgias ortopédicas de grande porte, procedimentos oncológicos e complicações obstétricas podem exigir algumas unidades de concentrado de hemácias.
Procedimentos de alto consumo
- Cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea
- Transplantes, especialmente de fígado
- Trauma grave com hemorragia
- Grandes queimados em cirurgias sucessivas
- Hemorragia pós-parto grave
Nesses cenários entram protocolos de transfusão maciça, que liberam hemácias, plasma e plaquetas em conjunto, e um único paciente pode consumir o equivalente a muitas doações.
Por que o hospital reserva antes
Existe um procedimento chamado tipagem e prova cruzada, feito antes da cirurgia, que verifica compatibilidade e separa unidades para aquele paciente. Isso leva tempo, e por isso o sangue precisa já estar no serviço.
Por que isso importa para quem doa
A conta popular de que uma doação ajuda até quatro pessoas é verdadeira porque a bolsa vira componentes. O outro lado da conta também é: um paciente grave pode consumir o que muitas pessoas doaram.
Resumo prático
O consumo varia de zero a dezenas de unidades. Como não dá para prever quem vai precisar, a única estratégia possível é manter estoque com doação contínua.