Como funciona a rastreabilidade do sangue doado, do braço do doador até o paciente?
Cada bolsa recebe um código único no momento da coleta, que a acompanha em todas as etapas — triagem, exames, fracionamento e transfusão — permitindo rastrear sua origem a qualquer momento.
A rastreabilidade é um dos pilares da segurança hemoterápica. Ela garante que, em caso de qualquer problema identificado depois da transfusão, seja possível identificar rapidamente a bolsa, o doador e todos os pacientes que receberam componentes daquela mesma doação.
Como o processo funciona
- No momento da coleta, a bolsa recebe um código de identificação único, geralmente em formato de código de barras, vinculado ao cadastro do doador e à ficha de triagem daquele dia
- Esse código acompanha a bolsa em todas as etapas seguintes: separação em hemocomponentes (hemácias, plaquetas, plasma), armazenamento, exames laboratoriais e, por fim, a transfusão no paciente
- Cada etapa é registrada em sistema, criando um histórico completo — de qual doador saiu, que exames foram feitos, em qual hospital e para qual paciente foi usado
Por que isso é essencial
- Se um exame pós-doação identificar uma alteração, é possível rastrear rapidamente se algum componente daquela bolsa já foi usado e notificar a equipe médica responsável
- Permite auditorias de qualidade em qualquer etapa da cadeia, do braço do doador até a veia do paciente
- É uma exigência da Anvisa (RDC nº 34/2014) para o funcionamento de qualquer serviço de hemoterapia no Brasil
O que isso significa para o doador
Mesmo com a doação sendo anônima, o sistema de rastreabilidade garante que exista responsabilidade e controle de qualidade em cada etapa, sem nunca expor a identidade do doador ou do receptor.