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Doação de sangue

Quem tem síndrome de Apert pode doar sangue?

Síndrome de Apert costuma exigir avaliação individual cuidadosa para doação de sangue, pela craniossinostose associada e pelo histórico frequente de múltiplas cirurgias reconstrutivas.

Síndrome de Apert e doação de sangue

A síndrome de Apert é uma doença genética rara que causa craniossinostose, fusão anormal dos dedos das mãos e dos pés, chamada sindactilia, e malformações características da face. É considerada mais grave que a síndrome de Crouzon por envolver, além do crânio, alterações significativas nas extremidades.

Por que a avaliação exige cautela

  • Múltiplas cirurgias ao longo da vida: pacientes com Apert costumam passar por diversas cirurgias reconstrutivas, craniana, facial e de separação dos dedos, ao longo da infância e adolescência, cada uma exigindo período de inaptidão temporária
  • Comprometimento cognitivo variável: uma parcela dos pacientes tem algum grau de deficiência intelectual, o que exige avaliação cuidadosa sobre a capacidade de consentimento informado
  • Complicações respiratórias associadas: alterações nas vias aéreas superiores são comuns e podem levantar questões de segurança durante o procedimento de doação

Adultos com quadro estabilizado

Adultos com a síndrome já tratada, sem cirurgia recente, sem comprometimento cognitivo significativo e sem complicações respiratórias ativas, podem ter avaliação individual favorável em alguns hemocentros. A decisão depende do quadro clínico completo apresentado na triagem.

Leve à triagem o diagnóstico completo, o histórico de cirurgias já realizadas e o grau de comprometimento cognitivo, se houver.

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