Síndrome de Wiskott-Aldrich impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma imunodeficiência primária genética associada a plaquetas pequenas e em número reduzido, o que compromete tanto a segurança do doador quanto a qualidade do sangue coletado.
A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma imunodeficiência primária rara ligada ao cromossomo X, que afeta principalmente meninos. A tríade clássica da doença combina eczema, infecções recorrentes por defeito imunológico e trombocitopenia com plaquetas anormalmente pequenas, chamadas de microplaquetas.
Por que a síndrome de Wiskott-Aldrich impede a doação
- Plaquetas baixas e disfuncionais: a contagem reduzida de plaquetas, somada ao tamanho anormal delas, aumenta o risco de sangramento no próprio doador durante e após a coleta
- Imunodeficiência de base: o sistema imune comprometido torna a pessoa mais vulnerável a infecção, incluindo a partir de qualquer procedimento invasivo como a coleta de sangue
- Risco aumentado de doença autoimune e linfoma: pacientes com Wiskott-Aldrich têm risco elevado de manifestações autoimunes e de certos tipos de câncer ao longo da vida
Tratamento com transplante de medula óssea
O tratamento definitivo mais usado é o transplante de células-tronco hematopoiéticas, geralmente feito na infância. Assim como em outras condições tratadas com transplante de medula, esse histórico por si só já representa inaptidão permanente para doação, independentemente do sucesso do transplante.
Formas leves da doença
Existem variantes mais brandas, às vezes chamadas de trombocitopenia ligada ao X, com sintomas menos intensos. Mesmo nessas formas, a alteração de base nas plaquetas costuma ser suficiente para manter a inaptidão, e a avaliação individual do hemocentro é sempre necessária.
Leve à triagem o diagnóstico genético confirmado, se disponível, e o histórico de tratamento, incluindo eventual transplante.