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Doação de sangue

Quem tem síndrome de Edwards pode doar sangue?

Síndrome de Edwards, ou trissomia do 18, impede a doação de sangue pelo grave comprometimento cardíaco e sistêmico presente em praticamente todos os casos que sobrevivem além da primeira infância.

Síndrome de Edwards e doação de sangue

A síndrome de Edwards, ou trissomia do cromossomo 18, é a segunda trissomia autossômica mais comum após a síndrome de Down, mas com prognóstico muito mais grave. A presença de uma cópia extra do cromossomo 18 causa malformações múltiplas que, na maioria dos casos, tornam a sobrevivência além do primeiro ano de vida rara.

Por que a síndrome de Edwards impede a doação

  • Malformação cardíaca congênita: presente em mais de 90% dos casos, geralmente complexa e envolvendo múltiplas estruturas do coração, exigindo acompanhamento cardiológico vitalício nos sobreviventes
  • Comprometimento neurológico e do crescimento: restrição de crescimento intrauterino e comprometimento neurológico significativo acompanham a doença desde o nascimento
  • Malformações renais e digestivas: frequentemente presentes, somando-se ao quadro clínico complexo que caracteriza a síndrome

Sobreviventes de longo prazo

Assim como na síndrome de Patau, uma pequena parcela de pacientes sobrevive até a infância tardia ou vida adulta, sempre com necessidades médicas complexas e contínuas que mantêm o quadro incompatível com os critérios de aptidão para doação de sangue.

Leve à triagem o diagnóstico completo e o histórico de acompanhamento cardiológico e clínico geral, caso seja necessário documentar a condição.

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