Dádiva de sangue

Posso dar sangue depois de viajar para o estrangeiro?

Depende do destino. Viagens a zonas com malária ou outras doenças tropicais podem exigir um período de espera de semanas a vários meses antes de dar sangue.

Viajar para fora da Europa pode afetar a sua aptidão para dar sangue. As restrições existem para proteger quem recebe o sangue e quem o dá.

Malária

É a principal preocupação, porque pode ser transmitida por transfusão.

  • Regresso de zona com malária, sem sintomas: é habitual esperar vários meses. Em muitos serviços europeus, o prazo ronda os 6 meses, mas o valor aplicado em Portugal é definido pelo IPST
  • Se teve malária: a espera é muito maior, normalmente anos, e só depois de tratamento completo

Outras doenças

  • Dengue, Zika e chikungunya: costuma pedir-se algumas semanas depois do regresso ou da recuperação completa
  • Vírus do Nilo Ocidental: nalgumas épocas e regiões afetadas, aplica-se uma espera curta depois de ter estado na zona
  • Doença de Chagas: quem viveu em zonas de risco na América Latina pode ter de fazer testes adicionais
Publicidade

Destinos de baixo risco

Viagens a países com sistemas de saúde e risco equivalentes aos de Portugal, como outros países europeus, em geral não obrigam a espera, a menos que tenha tido sintomas de infeção.

Recomendação

Diga sempre ao profissional de saúde todos os países que visitou no último ano. A decisão é individual e confidencial. Se tem dúvidas, ligue antes ao serviço de sangue.

Esta informação é geral e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. A decisão final sobre a sua aptidão é sempre tomada na triagem clínica, no momento da dádiva. Os critérios podem mudar; confirme junto do IPST ou do serviço de sangue onde pretende dar sangue.

Pronto para dar sangue?

Encontre o centro de colheita mais próximo, confirme o horário e leve um documento de identificação com fotografia.

Ver centros de sangue
Publicidade