Quem tem PHDA pode dar sangue?
Em geral sim. A perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) não impede por si só a dádiva. O que pode contar é a medicação, avaliada na triagem.
A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento. Não afeta o sangue nem representa risco para quem o recebe, pelo que o diagnóstico, por si só, não é motivo de exclusão.
O que pode contar
*Metilfenidato (Ritalina, Concerta)*
É o medicamento mais usado. Não há uma contraindicação absoluta. A avaliação faz-se na triagem, com base no seu estado no dia.
*Lisdexanfetamina (Vyvanse)*
É um estimulante. Não existe exclusão formal só por tomar o medicamento, mas a dádiva pode ser adiada se a tensão arterial ou o pulso estiverem fora dos limites.
*Antidepressivos associados*
Algumas pessoas tomam também antidepressivos. Veja a nossa pergunta sobre antidepressivos e dádiva.
O seu estado no dia
A triagem mede a tensão arterial e o pulso. Estimulantes em doses altas podem subir esses valores, e isso pode levar a um adiamento.
Posso não dizer o diagnóstico?
Não deve omitir. O questionário pergunta sobre medicação, e omitir informação pode pôr em risco quem recebe o sangue.
Dica
Leve a lista dos medicamentos com as respetivas doses. A triagem é confidencial e a avaliação é individual.
Esta informação é geral e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. A decisão final sobre a sua aptidão é sempre tomada na triagem clínica, no momento da dádiva. Os critérios podem mudar; confirme junto do IPST ou do serviço de sangue onde pretende dar sangue.