O que acontece com a bolsa logo depois que eu saio do hemocentro?
A bolsa vai para o laboratório de processamento, onde é centrifugada e separada em hemácias, plaquetas e plasma. Em paralelo, os tubos coletados junto seguem para tipagem e para a triagem sorológica. Nada é liberado antes de todos os resultados saírem.
A doação dura cerca de dez minutos e o trabalho sobre aquela bolsa continua por dias.
Passo 1: identificação
Cada bolsa e cada tubo recebem um código único que liga tudo ao seu cadastro. Essa identificação é a base da rastreabilidade, exigência legal que permite ligar o doador ao receptor caso algo precise ser investigado depois.
Passo 2: separação em componentes
A bolsa vai para a centrífuga. Os componentes se separam por densidade e são espremidos para bolsas satélites conectadas ao mesmo sistema fechado, o que evita qualquer contato com o ambiente:
- Concentrado de hemácias, que vai para refrigeração
- Concentrado de plaquetas, mantido em temperatura ambiente sob agitação
- Plasma, que é congelado
Passo 3: exames
Os tubos seguem para o laboratório. São feitas a tipagem ABO e Rh, a pesquisa de anticorpos irregulares e a triagem para hepatite B, hepatite C, HIV, HTLV, sífilis, doença de Chagas e, em regiões endêmicas, malária, além do teste NAT.
Passo 4: liberação ou descarte
Só depois que todos os resultados estão disponíveis a bolsa é liberada para o estoque. Qualquer resultado reagente leva ao descarte dos componentes e à convocação sigilosa do doador para investigação.
Passo 5: processamentos adicionais quando indicado
Dependendo da necessidade do paciente, o componente pode passar por filtragem para remover leucócitos, irradiação ou lavagem.
Passo 6: distribuição
O componente vai para a agência transfusional de um hospital, dentro da rede, conforme a necessidade e a validade de cada produto.
Resumo prático
Sua bolsa vira três produtos, passa por uma bateria de exames obrigatórios e só entra no estoque com todos os resultados prontos.