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Doação de sangue

Como funciona o rastreamento de bolsas de sangue por etiqueta RFID?

Etiquetas RFID coladas na bolsa de sangue permitem que um leitor identifique e registre a bolsa automaticamente por radiofrequência, sem precisar escanear código de barras manualmente item por item, agilizando a conferência em cada etapa entre a coleta e a transfusão final no paciente.

O código de barras tradicional já resolveu boa parte do problema de identificar cada bolsa de sangue de forma única, mas ainda exige que alguém posicione o leitor manualmente em frente a cada etiqueta, um item de cada vez, um processo que consome tempo justamente nos momentos em que a equipe de saúde tem menos tempo disponível.

O que muda com a etiqueta RFID

Uma etiqueta RFID, sigla para identificação por radiofrequência, permite que um leitor capte a informação da bolsa a distância, sem precisar de linha de visão direta nem posicionamento manual preciso, o que significa que múltiplas bolsas dentro de uma mesma caixa de transporte podem ser identificadas e registradas de uma vez só, sem abrir a caixa ou escanear cada uma individualmente.

Onde essa tecnologia faz mais diferença

O ganho de tempo aparece principalmente em dois momentos críticos, na conferência de estoque dentro do hemocentro, onde contar e verificar centenas de bolsas manualmente consome horas de trabalho repetitivo, e na checagem final à beira do leito antes de uma transfusão, onde confirmar rapidamente que a bolsa certa está sendo entregue ao paciente certo reduz o risco de erro numa etapa que não permite margem pra engano.

RFID substitui os outros sistemas de rastreabilidade

Não necessariamente, muitos hemocentros que adotam RFID mantêm o código de barras tradicional como redundância, já que a etiqueta RFID tem custo mais alto por unidade e a tecnologia de leitura ainda não está presente em toda instituição de saúde, então o RFID costuma funcionar como uma camada adicional de agilidade em cima do sistema de rastreabilidade que já existia, não como substituto completo dele.

O custo é o principal obstáculo pra adoção mais ampla

Sim, o custo por etiqueta RFID ainda é significativamente maior que o de uma etiqueta de código de barras comum, o que faz a adoção dessa tecnologia avançar mais rápido em hemocentros de países e instituições com orçamento maior, enquanto redes públicas com recurso mais limitado tendem a manter o código de barras tradicional como padrão principal por mais tempo.

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