Quem tem síndrome de Bloom pode doar sangue?
Síndrome de Bloom impede a doação de sangue por causa da instabilidade genética característica da doença e do risco significativamente elevado de câncer ao longo da vida.
Síndrome de Bloom e doação de sangue
A síndrome de Bloom é uma doença genética rara causada por um defeito no gene BLM, responsável pela estabilidade do DNA durante a divisão celular. Sem essa proteína funcionando corretamente, as células acumulam rearranjos cromossômicos ao longo da vida, causando baixa estatura, sensibilidade solar intensa e imunodeficiência.
Por que a síndrome de Bloom impede a doação
- Risco de câncer dramaticamente elevado: pessoas com síndrome de Bloom têm chance muito maior de desenvolver diversos tipos de câncer, incluindo leucemia, ao longo da vida, em idade mais precoce que a população geral
- Instabilidade cromossômica ativa: o mesmo defeito que causa a doença segue gerando rearranjos genéticos continuamente nas células, o que levanta questões de segurança específicas para transfusão
- Imunodeficiência associada: parte dos pacientes tem função imune comprometida, aumentando o risco de infecção tanto para o doador quanto teoricamente para quem receberia o sangue
Acompanhamento vitalício
Pessoas com síndrome de Bloom fazem rastreamento oncológico rigoroso e contínuo pelo resto da vida, dado o risco acumulado. Essa mesma vigilância médica constante reforça por que a doação de sangue não é indicada nesse quadro.
Leve à triagem o diagnóstico confirmado e o histórico de acompanhamento oncológico, caso precise documentar a condição em qualquer avaliação médica.