Quem já teve síndrome de Stevens-Johnson pode doar sangue?
Após recuperação completa da síndrome de Stevens-Johnson, sem sequelas ativas, a doação de sangue costuma ser avaliada individualmente, geralmente exigindo período de espera após a cura.
Síndrome de Stevens-Johnson e doação de sangue
A síndrome de Stevens-Johnson é uma reação cutânea grave, quase sempre desencadeada por medicamentos, que causa descolamento da pele e das mucosas em proporção variável do corpo. É considerada uma emergência médica pelo risco de infecção generalizada e desidratação grave durante a fase aguda.
Por que a fase aguda impede totalmente a doação
- Pele e mucosas comprometidas: durante o episódio agudo, o paciente está hospitalizado e claramente inapto para qualquer procedimento eletivo
- Medicamento causador: o fármaco que desencadeou a reação costuma ser contraindicado permanentemente para o paciente, e a triagem investiga se ele já foi identificado e evitado
- Risco de reação sistêmica residual: o corpo pode levar meses para recuperar completamente a barreira cutânea e mucosa
Após a recuperação completa
Uma vez recuperada a integridade da pele e das mucosas, sem infecção ativa e sem uso do medicamento causador, a maioria dos hemocentros reavalia o caso individualmente. O tempo de espera varia conforme a extensão do episódio e a orientação médica de acompanhamento.
Leve à triagem o relatório do episódio, o medicamento identificado como causador e a confirmação de recuperação completa emitida pelo médico responsável.