Perguntas frequentes sobre doação de sangue
Reunimos as principais dúvidas sobre doação de sangue para que você se sinta seguro e preparado na hora de ajudar.
Quem trabalha como mixologista (bartender de coquetéis autorais) pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia turno noturno e longas horas em pé, não a atividade em si.
Quem trabalha como técnico de usina nuclear pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia exposição controlada à radiação, não a atividade em si.
Quem trabalha como mergulhador de plataforma de petróleo (offshore) pode doar sangue?
Sim, mas recomenda-se aguardar algumas horas antes de mergulhar, pela possibilidade de tontura e queda de pressão.
Quem trabalha como operador de guindaste offshore pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia apenas os requisitos básicos de qualquer doador.
Quem trabalha como operador de estação de tratamento de água pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia exposição a produtos químicos de tratamento, não a atividade em si.
Quem trabalha como operador de incinerador de lixo (aterro sanitário) pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia exposição a resíduos e gases, não a atividade em si.
Quem trabalha como técnico de reciclagem de eletrônicos (logística reversa) pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia ferimentos e exposição a componentes, não a atividade em si.
Quem trabalha como operador de britador de reciclagem (triturador de plástico) pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia exposição a poeira e ruído, não a atividade em si.
Quem trabalha como técnico de compostagem (biodigestor) pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia exposição a gases e matéria orgânica, não a atividade em si.
Quem trabalha como instalador de painel solar residencial pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro recomenda apenas evitar trabalho em altura logo após a coleta, pela possibilidade de tontura.
Quem tem espinha bífida pode doar sangue?
Depende do grau e das complicações associadas. Espinha bífida oculta, sem sintomas, geralmente não impede a doação. Formas mais graves, com bexiga neurogênica, infecções urinárias de repetição ou derivação para hidrocefalia, costumam exigir avaliação individual.
Quem tem síndrome do túnel do carpo pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. A síndrome do túnel do carpo não impede a doação por si só. O ponto de atenção é a cirurgia de liberação do túnel do carpo, que exige um período de recuperação no braço operado antes de ser puncionado novamente.
Quem tem prótese de quadril pode doar sangue?
Sim, após a recuperação completa. A cirurgia de prótese de quadril é de médio a grande porte e costuma exigir cerca de 6 meses a 1 ano de espera antes da doação, mas a prótese em si, já cicatrizada e estável, não impede.
Quem tem prótese de joelho pode doar sangue?
Sim, após a recuperação completa. Assim como a prótese de quadril, a artroplastia de joelho exige cerca de 6 meses a 1 ano de espera antes da doação, mas a prótese já estável e sem complicações não é um impedimento permanente.
Quem tem doença de Peyronie pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à condição em si. A doença de Peyronie não afeta a composição do sangue nem representa risco para o receptor. A atenção recai sobre eventuais medicamentos ou cirurgia recente usados no tratamento.
Quem tem acalasia pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. A acalasia não afeta a composição do sangue nem representa risco para o receptor. A atenção da triagem recai sobre eventual desnutrição, anemia por dificuldade de se alimentar ou cirurgia recente para tratar a condição.
Quem tem sopro no coração pode doar sangue?
Depende do tipo. Sopro inocente (funcional), sem doença estrutural do coração, geralmente não impede a doação. Sopro associado a doença valvar ou outra cardiopatia estrutural costuma exigir avaliação individual e pode ser critério de inaptidão.
Quem tem fibrilação atrial pode doar sangue?
Geralmente não, enquanto estiver em uso de anticoagulante. A fibrilação atrial é uma arritmia que, na maioria dos casos, exige anticoagulação contínua para prevenir AVC — e é o uso desse medicamento, mais do que a arritmia em si, que costuma impedir a doação.
Quem tem doença de Huntington pode doar sangue?
Não. A doença de Huntington é critério de inaptidão permanente para doação de sangue no Brasil, por se tratar de uma doença neurodegenerativa progressiva e hereditária.
Quem tem degeneração macular pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à condição em si. A degeneração macular afeta a visão, não a composição do sangue. O ponto de atenção costuma ser a idade do doador, já que a condição é mais comum em pessoas acima de 60 anos.
Quem tem policondrite recidivante pode doar sangue?
Depende da atividade da doença e do tratamento. Em remissão, sem uso de imunossupressor, a doação pode ser avaliada individualmente. Em crise ativa ou em uso de corticoide em dose alta e imunossupressores, geralmente há inaptidão temporária.
Quem tem síndrome nefrótica pode doar sangue?
Depende da causa e do controle atual. Síndrome nefrótica em remissão, com função renal preservada e sem uso de imunossupressores, pode ser avaliada para doação. Em fase ativa, com proteinúria alta ou edema, geralmente há inaptidão temporária.
Quem tem rim policístico pode doar sangue?
Depende do estágio da função renal. Rim policístico em fase inicial, com função renal preservada e pressão controlada, pode permitir a doação. Estágios avançados, com insuficiência renal ou diálise, geralmente causam inaptidão permanente.
Quem fez adenoidectomia pode doar sangue?
Sim, geralmente após um prazo curto de recuperação. A adenoidectomia é uma cirurgia ambulatorial de pequeno porte, e a doação costuma ser liberada assim que a cicatrização da garganta estiver completa, sem sangramento ou infecção.
Domador de cães pode doar sangue?
Sim, sem restrição relacionada à profissão em si. O hemocentro avalia mordida ou arranhão recente de animal, não a atividade de domador de cães em si.
Quem teve sarcoma de Ewing pode doar sangue?
Só após um longo período livre da doença. O sarcoma de Ewing é tratado com quimioterapia, radioterapia e cirurgia, e a maioria dos hemocentros exige ao menos 5 anos sem recidiva, com tratamento oncológico já encerrado, para avaliar a doação.
Quem tem mieloma múltiplo pode doar sangue?
Não. O mieloma múltiplo é um câncer do sangue (das células plasmáticas da medula óssea) e, assim como leucemias e linfomas, é critério de inaptidão permanente para doação de sangue.
Quem tem diabetes insípido pode doar sangue?
Sim, na maioria dos casos. O diabetes insípido não tem relação com açúcar no sangue nem afeta a qualidade do sangue doado. Controlado com desmopressina e sem desidratação, geralmente não impede a doação.
Quem tem leucemia mieloide crônica pode doar sangue?
Não. A leucemia mieloide crônica é um câncer do sangue e, mesmo controlada com medicação e em fase crônica estável, segue o critério de inaptidão permanente aplicado a todas as leucemias.
Quem tem síndrome antifosfolípide pode doar sangue?
Geralmente não, enquanto estiver em uso de anticoagulante. A síndrome antifosfolípide aumenta o risco de trombose, e a maioria dos pacientes usa anticoagulação contínua — é esse tratamento, mais do que a síndrome em si, que costuma impedir a doação.
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