Síndrome de Susac impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. É uma doença autoimune rara que afeta vaso sanguíneo pequeno do cérebro, do olho e do ouvido, e costuma exigir imunossupressor de longo prazo.
A síndrome de Susac é uma doença autoimune rara em que o corpo ataca o revestimento interno de vaso sanguíneo muito pequeno em três órgãos específicos ao mesmo tempo, o cérebro, a retina do olho e o ouvido interno. A combinação característica da doença envolve confusão mental ou alteração de comportamento, perda de parte do campo de visão por obstrução de uma pequena artéria da retina, e perda auditiva súbita.
Por que a doença costuma impedir a doação de forma permanente
O comprometimento de vaso sanguíneo cerebral, mesmo pequeno, representa um risco vascular estrutural que hemocentros tratam com o mesmo cuidado aplicado a outras doenças que afetam a circulação do sistema nervoso central. Além disso, a natureza recorrente da síndrome, com risco real de novo episódio mesmo após período de estabilidade, reforça o critério de inaptidão permanente.
Tratamento imunossupressor
O tratamento padrão envolve corticoide em dose alta na fase ativa, frequentemente combinado com imunossupressor adicional de manutenção, já que a doença tem tendência a recorrer e cada novo episódio pode causar mais perda de visão ou audição. Esse uso prolongado de imunossupressor é, isoladamente, outro fator que costuma levar à inaptidão permanente.
Fase ativa da doença
Durante um episódio ativo, com confusão mental, perda de visão ou audição em curso, o quadro agudo por si só já tornaria a doação inadequada nesse momento, independente de qualquer critério vascular de longo prazo.
Acompanhamento médico
Quem tem esse diagnóstico deve manter acompanhamento neurológico, oftalmológico e otorrinolaringológico conjunto, e qualquer decisão sobre doação de sangue precisa considerar o histórico completo de recaída e o tratamento em uso.