Síndrome de Sweet impede a doação de sangue?
Durante o episódio ativo, com febre e placa inflamada na pele, a doação fica impedida. Depois de resolvido, sem doença associada por trás, geralmente não há impedimento permanente, mas o caso precisa investigar a causa antes de liberar.
A síndrome de Sweet, também chamada de dermatose neutrofílica febril aguda, é uma condição inflamatória que causa placas ou nódulos avermelhados e dolorosos na pele, geralmente acompanhados de febre alta e mal-estar. O exame de sangue costuma mostrar um número elevado de neutrófilos, um tipo de glóbulo branco, o que dá nome à condição.
Por que a fase ativa impede a doação
Durante o episódio ativo, a febre e a inflamação sistêmica representam um quadro de saúde aguda que por si só já contraindica qualquer procedimento eletivo como a doação de sangue. Hemocentros tratam febre e inflamação em atividade como critério de inaptidão temporária até resolução completa do quadro.
Causa por trás da síndrome
Em boa parte dos casos, a síndrome de Sweet acontece sem nenhuma causa identificável, chamada de forma idiopática, ou é desencadeada por infecção recente ou uso de algum medicamento específico. Numa parcela menor, porém relevante, dos casos, ela está associada a uma doença do sangue por trás, como leucemia, o que exige investigação médica cuidadosa antes de qualquer decisão sobre doação.
Resolução do episódio
O tratamento padrão com corticoide costuma resolver o quadro de pele e a febre em poucas semanas. Depois de confirmada a resolução completa e descartada qualquer doença hematológica associada por trás do episódio, a pessoa costuma voltar a ser considerada apta a doar nos critérios gerais de qualquer outro candidato.
O que informar na triagem
Vale relatar durante a entrevista de triagem quando foi o episódio, se a investigação médica descartou causa associada mais séria, e se houve recorrência, já que episódio recorrente pode indicar necessidade de acompanhamento contínuo antes de qualquer decisão sobre aptidão.