Perguntas frequentes sobre doação de sangue
Reunimos as principais dúvidas sobre doação de sangue para que você se sinta seguro e preparado na hora de ajudar.
Macroglobulinemia de Waldenström impede a doação de sangue?
Sim. É um tipo de linfoma que produz excesso de uma proteína no sangue, e qualquer diagnóstico de linfoma é critério de inaptidão permanente pelos hemocentros.
Síndrome de Felty impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. A combinação de artrite reumatoide, baço aumentado e contagem baixa de neutrófilos torna a condição um critério de inaptidão permanente pelo risco de infecção e pelo uso de imunossupressor.
Gamopatia monoclonal de significado indeterminado (MGUS) impede a doação de sangue?
Na maioria dos casos, não. A MGUS costuma ser um achado assintomático sem dano a órgão, e quem mantém hemograma e exame renal normais geralmente segue os critérios gerais de qualquer outro doador, com acompanhamento periódico.
Síndrome de Schnitzler impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. A combinação de uma proteína monoclonal no sangue com inflamação crônica e tratamento contínuo torna a condição critério de inaptidão permanente.
Síndrome POEMS impede a doação de sangue?
Sim. É uma doença rara associada a um distúrbio de célula plasmática que afeta múltiplos órgãos ao mesmo tempo, e esse comprometimento sistêmico é critério de inaptidão permanente.
Doença de Erdheim-Chester impede a doação de sangue?
Sim. É uma doença rara de acúmulo de célula histiocítica em múltiplos órgãos, com tratamento contínuo, e esse comprometimento sistêmico é critério de inaptidão permanente.
Histiocitose de células de Langerhans no adulto impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. A forma que afeta múltiplos órgãos costuma impedir de forma permanente, e mesmo a forma restrita a um único local exige tratamento e acompanhamento que reforçam critério de inaptidão.
Doença relacionada a IgG4 impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. É uma condição inflamatória crônica que pode afetar múltiplos órgãos e costuma exigir tratamento imunossupressor contínuo.
Pioderma gangrenoso impede a doação de sangue?
Durante a fase com úlcera ativa na pele, a doação fica impedida. Depois de cicatrizada, a aptidão depende principalmente de haver ou não uma doença de base associada, como doença inflamatória intestinal.
Síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada impede a doação de sangue?
Durante a fase ativa, com inflamação ocular em curso, a doação fica impedida. Quem está em remissão estável, com dose baixa ou ausência de imunossupressor, pode ser avaliado individualmente pelo médico triador.
Síndrome de Susac impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. É uma doença autoimune rara que afeta vaso sanguíneo pequeno do cérebro, do olho e do ouvido, e costuma exigir imunossupressor de longo prazo.
Encefalite autoimune anti-NMDA impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. É uma doença autoimune grave do cérebro que costuma exigir tratamento imunossupressor intenso e acompanhamento contínuo, mesmo depois da recuperação.
Síndrome de Lambert-Eaton impede a doação de sangue?
Sim. É uma doença autoimune que causa fraqueza muscular e está frequentemente associada a um câncer de pulmão específico, o que reforça o critério de inaptidão permanente.
Paquimeningite hipertrófica impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. É um espessamento inflamatório crônico da membrana que reveste o cérebro, frequentemente associado a uma doença autoimune de base que exige tratamento contínuo.
Síndrome de Sneddon impede a doação de sangue?
Sim. A combinação de um padrão característico de manchas na pele com histórico de AVC recorrente, frequentemente associado a anticorpo antifosfolípide, é critério de inaptidão permanente.
Quem tem doença de Wilson pode doar sangue?
Não. A doença de Wilson causa acúmulo tóxico de cobre no fígado e no cérebro e exige tratamento contínuo com quelante de cobre ou zinco, o que impede a doação de sangue enquanto o tratamento estiver em uso.
Quem tem síndrome de Evans pode doar sangue?
Não. A síndrome de Evans combina anemia hemolítica autoimune e púrpura trombocitopênica imune na mesma pessoa, e o uso contínuo de imunossupressor junto com o risco de recaída hematológica impede a doação de sangue.
Quem tem anemia de Fanconi pode doar sangue?
Não. A anemia de Fanconi é uma doença genética rara de falência da medula óssea, que compromete diretamente a produção de células sanguíneas e impede a doação de forma permanente.
Síndrome de Wiskott-Aldrich impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma imunodeficiência primária genética associada a plaquetas pequenas e em número reduzido, o que compromete tanto a segurança do doador quanto a qualidade do sangue coletado.
Ataxia-telangiectasia impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A ataxia-telangiectasia combina imunodeficiência primária, instabilidade genômica e risco muito elevado de câncer, um conjunto que impede a doação independentemente da gravidade dos sintomas neurológicos no momento.
Quem tem neutropenia cíclica pode doar sangue?
Depende do momento do ciclo e da gravidade. Neutropenia cíclica causa queda periódica e previsível de neutrófilos a cada três semanas aproximadamente, e a doação só é considerada nos períodos de contagem normal, fora da fase de neutropenia e sem infecção ativa.
Síndrome de DiGeorge impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos, de forma permanente. A síndrome de DiGeorge causa imunodeficiência primária por desenvolvimento incompleto do timo, além de malformação cardíaca associada em boa parte dos casos, o que costuma impedir a doação.
Linfo-histiocitose hemofagocítica impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A linfo-histiocitose hemofagocítica é uma síndrome grave de hiperativação do sistema imune que destrói células sanguíneas e costuma exigir tratamento imunossupressor intenso, o que impede a doação mesmo após remissão.
Doença granulomatosa crônica impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A doença granulomatosa crônica é uma imunodeficiência primária genética que impede os glóbulos brancos de eliminar corretamente certas bactérias e fungos, gerando infecção recorrente ao longo da vida.
Síndrome de Shwachman-Diamond impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A síndrome de Shwachman-Diamond combina insuficiência do pâncreas com falência progressiva da medula óssea, comprometendo diretamente a capacidade do corpo de produzir células sanguíneas de forma segura.
Síndrome de hiper-IgM impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A síndrome de hiper-IgM é uma imunodeficiência primária que impede o sistema imune de produzir anticorpos protetores de forma adequada, gerando infecção recorrente e exigindo reposição contínua de imunoglobulina.
Disqueratose congênita impede a doação de sangue?
Sim, de forma permanente. A disqueratose congênita é uma doença genética rara do encurtamento acelerado dos telômeros, que leva à falência progressiva da medula óssea, comprometendo diretamente a produção de células sanguíneas.
Síndrome de Alport impede a doação de sangue?
Depende do estágio. Síndrome de Alport em fase inicial, sem insuficiência renal e sem perda auditiva progressiva significativa, pode ser avaliada individualmente. Doença renal crônica estabelecida costuma impedir a doação.
Doença de Fabry impede a doação de sangue?
Sim, na maioria dos casos. A doença de Fabry é uma doença genética de depósito lisossômico que compromete progressivamente rim, coração e sistema nervoso, além de exigir terapia de reposição enzimática contínua na maioria dos pacientes tratados.
Febre familiar do Mediterrâneo impede a doação de sangue?
Depende do controle da doença. Febre familiar do Mediterrâneo bem controlada com colchicina, sem crise ativa e sem sinal de amiloidose, pode ser avaliada individualmente. Amiloidose renal associada costuma impedir a doação.
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